5 de maio- Dia do Uso Racional de Medicamentos

O acesso à saúde é um direito constitucional garantido ao usuário de medicamentos. São diversas políticas de esclarecimentos sobre o uso correto de medicamentos e correlatos. Pensando nesse consumi exagerado de medicamentos pela sociedade e pior, o uso irracional de medicamentos, a categoria farmacêutica está mobilizada, por meio dos seus profissionais e entidades representativas para combater o uso indiscriminado de medicamentos. Desde a sua origem, passando pela prescrição e uso correto.

O acesso aos medicamentos é direito de todos, seu uso indiscriminado faz mal à saúde, por isso, torna-se importante a orientação do farmacêutico no momento de adquirir o produto em um estabelecimento. Você já sabe, mas é sempre bom lembrar, que a saúde não é mercadoria, por isso, todas as pessoas que necessitam de um tratamento com medicamentos, merecem e devem ser consultadas com um farmacêutico, para saber quais as ações, reações e efeitos dos medicamentos, de acordo com as necessidades de cada paciente.

A campanha pelo uso racional de medicamentos fundamenta-se na garantia da saúde como direito de todos os cidadãos, e não como produto. Com essa visão, a inciativa leva em conta que a farmácia é estabelecimento de saúde, ou seja, prestadora de serviços técnicos-gerenciais (programação, processo de solicitação e armazenamento de medicamentos e atividades relacionadas com seu descarte) e técnico assistenciais (dispensa, orientação farmacêutica, acompanhamento farmacoterapêutico, ações de educação em saúde e suporte técnico para equipe dessa área).

Diante dessa responsabilidade, o farmacêutico é o profissional de saúde que integra a equipe multidisciplinar, tanto para auxiliar na escolha correta dos medicamentos, quando a sua utilização de acordo com a necessidade e o quadro clínico dos pacientes. O trabalho em equipe é essencial para o sucesso do tratamento e manutenção da saúde dos indivíduos e da coletividade.

A campanha ainda questiona a forma midiática com que os medicamentos são tratados pelas grandes farmacêuticas que tem seus produtos a disposição do mercado consumidor. Que se empenham cada vez mais em comercializar os seus produtos em detrimento da necessidade da população. Por diversas vezes, medicamentos são prescritos sem necessidade, apenas com o intuito de conceder vantagens aos prescritores, como já foi denunciado por diversas vezes nos meios de comunicação.

Os farmacêuticos têm um papel importante no quadro de saúde da população, por vários motivos, o primeiro e principal deles, é o acesso, pois é notório que o acesso as farmácias e drogarias do país, é muito maior do que aos consultórios, clínicas e hospitais. Segundo, pelo conhecimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, metade dos medicamentos prescritos no mundo, são desnecessários ou não surtem o efeito esperado. Assim, os farmacêuticos, além de química, bioquímica e farmacologia, aprendem sobre patologias, anatomia, fisiologia e outras disciplinas clínicas, que lhes asseguram a capacidade intelectual para atender a maioria dos casos mais brandos de patologias da população.

Partindo do conceito que saúde não é apenas a ausência de doenças, e sim o bem-estar físico e emocional, os farmacêuticos estão à disposição da sociedade em todas as farmácias, drogarias, hospitais, secretarias de saúde pública e demais estabelecimentos onde se encontram medicamentos para consumo humano. Os farmacêuticos estão à disposição da sociedade para melhor servi-los. Cidadão, procure o seu farmacêutico de confiança.

A Diretoria

da redação

CLT chega aos 73 anos como o maior patrimônio dos trabalhadores

Maio é o mês que marca a história de luta e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. No Brasil, celebram-se também os 73 anos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que unificou o conjunto de leis existentes no país e regulamentou as relações individuais e coletivas do trabalho.

A CLT foi a conquista mais importante dos trabalhadores, pois assegurou direitos como: jornada de trabalho máxima de oito horas diárias, descanso semanal remunerado, salário mínimo, férias, licença-maternidade, adicional noturno e indenização ao trabalhador dispensado sem justa causa, dentre outros direitos importantes.

Também foi a CLT que assegurou o direito à organização sindical, que permite aos trabalhadores lutarem constantemente por melhorias de salário e condições de trabalho. Para o ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), mais do que um conjunto de leis, a CLT constitui um patrimônio do trabalhador brasileiro.

“É o estado brasileiro normatizando, regulando o mercado de trabalho. A CLT garante padrões de remuneração, de qualidade de trabalho, de direitos sobre a jornada de trabalho e de remunerações. Estabelece equivalências entre gêneros, homens e mulheres, e assegura direitos. Seja na Constituição, seja por meio da organização sindical, constitui o patrimônio dos trabalhadores brasileiros”, destaca o ministro.

O eletricista de automóvel, César Augusto, 55 anos, conhece bem esses direitos. Ele conta que está com a carteira assinada há 28 anos, mas que já trabalhou por 10 como autônomo e, apesar de não ter havido problemas com a renda, sentiu falta dos benefícios que deixou de usufruir. “Quando a gente trabalha com carteira assinada tem muitas garantias, como a aposentadoria, uma das principais preocupações do trabalhador”, conta.

O dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Quintino Severo explica que a CLT ainda é o principal instrumento de proteção dos trabalhadores. “A CLT cumpre um papel importante e definidor nas relações trabalhistas no Brasil. Não fosse por ela, as condições de trabalho e sociais no Brasil seriam piores.”

A CLT passa por um momento delicado, com uma série de propostas que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Entre eles estão: o Projeto de Lei (PL) nº 4.193/2012, que permite que os acordos negociados entre empresas e empregados, mesmo com intermediação sindical, tenham prevalência sobre a legislação trabalhista, fazendo com que haja a prevalência do negociado sobre o legislado, ou seja, permite que os acordos negociados entre empresas e empregados, mesmo com intermediação sindical, tenha prevalência sobre a legislação trabalhista; o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 30/2015, que regulamenta a terceirização; e o PL 7.549/2014, que prevê o impedimento do trabalhador, quando demitido, de reclamar na Justiça do Trabalho.

O Secretário Especial do Trabalho, José Lopez Feijóo, afirma que a CLT é um marco de proteção legal, ampliada pela luta dos trabalhadores. Ele teme que as mudanças em debate coloquem em risco essas conquistas. “As conquistas históricas não podem retroceder. O receio é de que essas políticas sejam destruídas por propostas como a prevalência do negociado sobre o legislado e o processo de terceirização, que faz com que o emprego direto deixe de existir e enfraquece os direitos conquistados com muita luta”.

SOBRE A CLT – A Consolidação das Leis Trabalhista (CLT) instituída em 1º de maio de 1943, por meio do Decreto nº 5.452, pelo presidente Getúlio Vargas, que reuniu as leis do trabalho existentes até então.

A maior parte das leis que regularam as relações de trabalho começou a ser publicada nos anos 30, com a criação da carteira de trabalho, do Ministério do Trabalho e a instituição da Justiça do Trabalho.

Logo depois, a CLT começou a passar pelas primeiras mudanças, como o reconhecimento do direito de greve, a aprovação do 13º salário, em 1960, a proteção do trabalhador rural e instituição do salário família e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Esses direitos foram ampliados pela Constituição de 1988, com a limitação da jornada de trabalho a 44 horas semanais, a garantia de repouso semanal remunerado, a licença a maternidade de 120 dias e a criação da licença paternidade.

Nos últimos anos ocorreram novas mudanças, como a regulamentação da contratação de pessoas com deficiência e instituição de cotas nas empresas, em 1999; a indenização por danos moral e assédio praticado pelo empregador contra seus empregados, em 2002; a regulamentação da contratação de aprendiz, em 2005; a lei de estágio, que regulamenta a contratação dos estagiários, em 2008; o aviso prévio proporcional, em 2011 e por fim a conquista das trabalhadoras domésticas, em 2013.

PRINCIPAIS DIREITOS

– Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia no emprego
– Exames médicos de admissão e demissão
– Repouso semanal remunerado
– Salário pago até o 5º dia útil do mês
– Vale-Transporte com desconto máximo de 6% do salário
– Férias de 30 dias com acréscimos de 1/3 do salário
– Licença Maternidade de 120 dias, com garantia de emprego até cinco meses após o parto
– Licença Paternidade de cinco dias corridos
– Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda parcela, até 20 de dezembro
– FGTS: depósito de 8% do salário em conta bancária vinculada ao trabalhador
– Horas-extras pagas com acréscimo de, no mínimo, 50% do valor da hora normal
– Garantia de 12 meses em casos de acidente
– Adicional noturno de 20% para quem trabalha de 22h às 5h
– Faltar ao trabalho nos casos de casamento (três dias), doação de sangue (um dia/ano), alistamento eleitoral (dois dias), morte de parente próximo (dois dias), testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença comprovada por atestado médico
– Aviso prévio proporcional de 30 dias, em caso de demissão; para o trabalhador com até um ano de serviço na mesma empresa, acrescido três dias em cada ano podendo chegar a 90 dias
– Seguro-desemprego
– Abono Salarial no valor de um salário mínimo vigente, pago por ano aos trabalhadores com remuneração mensal de até dois salários mínimos por 30 dias consecutivos ou não no ano

Fonte: Assessoria de Imprensa – Simone Sampaio – Ministério do Trabalho e Previdência Social –
[email protected] – (61) 2021-5009 e 2021-5109

1º de maio – Dia do Trabalho

A Diretoria da Federação Interestadual de Farmacêuticos – Feifar vem prestar uma justa homenagem aos Farmacêuticos do Brasil. É notório que a força de trabalho dos farmacêuticos ajuda a mover a economia do País. Por meio das nossas ações e dos nossos conhecimentos, milhões de pessoas tem a sua saúde reestabelecida. Cuidamos e salvamos pessoas.

Nesse dia em que se comemora o Dia do Trabalho, é o momento de refletirmos sobre todas as conquistas da classe, reconhecer que todos os anos temos reajustes salariais, férias e outros benefícios pela força da categoria unida em prol do bem coletivo. A força do trabalhador, é quem sustenta os segmentos da economia do país. E nada disse seria possível sem a força de trabalho da classe trabalhadora.

Parabéns aos Farmacêuticos trabalhadores: empregados, autônomos, profissionais liberais e membros de categoria diferenciada. Em 2014, éramos mais de 180 mil farmacêuticos no País. Defender as melhorias nas relações de trabalho da nossa categoria é a principal função da uma entidade sindical. Negociar cada vez mais e melhores convenções e acordos coletivos de trabalho por meio de campanhas salariais. Atuar na assistência aos filiados do sindicato, buscando novos convênios para beneficiar os farmacêuticos e seus dependentes.

Basta olhar para o passado e constatar o quando evoluímos enquanto categoria profissionais, mais diretos, mais benefícios e melhores salários. Esse é um reflexo da organização da classe em busca de satisfação profissional e social.

Parabéns Farmacêuticos Trabalhadores!

A Diretoria.

SindifarDF continua com o maior piso salarial do Brasil

Com um piso salarial de R$ 4985,54 (quatro mil, novecentos e oitenta e cinco reais e cinquenta e quatro centavos) para uma jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais, o Sindicato dos Farmacêuticos do Distrito Federal se mantem como o maior piso salarial da categoria no Brasil.

O último reajuste salarial da categoria foi de 9%, com o piso em vigor desde setembro de 2015. Diante do contexto nacional, esse percentual é considerado um bom reajuste, pois mais da metade dos sindicatos não conseguiu reajustes maiores que 6% no país.

Boas negociações coletivas demonstram a atuação de um sindicato representante da sua categoria. Cláusulas socais demonstram a preocupação da entidade em aprovar nas assembleias benefícios além do salário. “O reajuste salarial é importante, porém, existem benefícios nas convenções coletivas que melhoram muito a relação de trabalho do profissional com a empresa empregadora”, declarou o presidente do SindifarDF, Hélio Araújo.

Em breve o SindifarDF iniciará as negociações para a convenção coletiva de trabalho 2016/2017, onde contará com a participação da categoria e com apoio de dirigentes sindicais de outros estados para colaborar ainda mais com a campanha salarial.

Da redação