Consumidor vai ficar sem desconto na compra de medicamentos

Por: admin | 22/10/2015

Aquele descontinho que costuma ser oferecido ao consumidor, durante a compra de medicamentos, está prestes a acabar. Isso porque a indústria farmacêutica vem cortando os descontos que oferece às farmácias, que já foram de 50% e hoje estão na entre 30 e 40%. Com o cerco fechando para os donos dos estabelecimentos, quem vai pagar mais caro é o consumidor final.

A alta do dólar foi um dos fatores determinantes para que as indústrias reduzissem os descontos, porque cerca de 90% da matéria-prima dos remédios é importada. O último reajuste no preço dos remédios autorizado pelo governo aconteceu em março. Nos próximos meses, os consumidores devem começar a sentir a diferença nos valores dos medicamentos.

De acordo com o sindicato do setor, o Sindusfarma, a indústria farmacêutica conseguia vender para as farmácias os remédios de referência e o genérico com descontos de 50% e, dependendo do produto, era até maior. Em decorrência disto, ao receber a conta no caixa, o dono do estabelecimento também dava um descontinho ao cliente.

“A gente sabe que a crise está aí para todo mundo. E mesmo com um produto especial, como é o caso do remédio, as pessoas só fazem conta. Então, se não tiver dinheiro para fazer a compra, essa compra também reduz, e a gente está tentando ao máximo não perder cliente”, afirmou Ítalo Portela, representante do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal.

Reajuste
Mais de 9 mil medicamentos sofreram reajuste de até 7,7% em março deste ano. As regras e o percentual de reajuste foram publicados no Diário Oficial da União no dia 31/03.

O critério utilizado para definir as faixas de ajuste foi a concorrência: menor percentual de aumento, 5%, foi no valor de remédio de alta tecnologia e maior custo; o medicamentos de mercado moderamente concentrado ficaram mais caros em até 6,35%; e as substãncias que possuem preço menor e maior concorrência tiveram o maior ajuste, com teto de 7,7%.

A decisão abrangeu produtos de uso contínuo ou administrados no tratamento de doenças graves, além de antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, vasodilatores e ansiolíticos. Os fitoterápicos e homeopáticos, por sua vez, tiveram os preços liberados.

A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) determinou tr~es faixas de aumento – conforme o nível de concentração de participação de mercado dos genéricos – para o preço das fábricas.

Fonte: Tribuna da Bahia

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