A Gesto Saúde e Tecnologia realizou um levantamento em sua base de clientes, que soma 2 milhões de vidas, e concluiu que a epidemia de dengue em 2015 afetou a produtividade nos negócios. Cerca de 2,5% dos colaboradores de grandes empresas ficaram afastados por conta da doença.

De acordo com o levantamento, pessoas infectadas ficaram fora do trabalho por um período médio de cinco a sete dias, podendo atingir um mês nos casos extremos. Ao cruzar as informações e somar todos os atestados, é como se, a cada 50 colaboradores com dengue, um não tivesse trabalhado durante todo o ano útil.

Por exemplo, uma empresa com 11 mil funcionários pode ter tido, em média, 2,2% da sua população com dengue. O impacto disso pode ter sido o equivalente a cinco colaboradores ficarem o ano inteiro sem trabalhar.

O índice mais que dobrou na comparação com 2014, quando 1% dos colaboradores das grandes companhias se afastou por conta da doença, somando um período de afastamento de 65 dias, equivalente a um indivíduo três meses sem trabalhar, considerando os dias úteis.
Ainda dentro do comparativo, a empresa mapeou que a dengue, em 2014, ocupava o 42º lugar entre as doenças que mais afastam os colaboradores do trabalho e em 2015 ela subiu 36 posições, passando a ser o 5º principal motivo.

Outra conclusão está ligada ao aumento do custo do benefício de saúde. “A dengue gerou, no ano passado, uma elevação no custo per capita da saúde. O gasto com um colaborador infectado chegou a ser 200% maior do que o valor de um colaborador de uso médio. Isso acontece por uma série de motivos que incluem o fato de o tratamento da doença ser feito pelos prontos socorros e atendimentos emergenciais – que possuem um valor elevado de atendimento quando comparado à consultas eletivas – e o aumento na demanda de exames”, explica Francine Leite, gerente em inteligência em saúde da Gesto.

Fonte: ABRH, 25.04.2016