FARMÁCIA, MEU PRIMEIRO EMPREGO

Por: admin | 06/09/2019

Todos os anos, dezenas de novos(as) farmacêuticos(as) são formados nas mais de 600 (seiscentas) faculdades existentes no Brasil. Esses profissionais, têm o desafio de conseguir uma colocação no mercado de trabalho. Geralmente, a Drogaria é o maior campo empregador.

Segundo dados (1) do Conselho Federal de Farmácia, em 2018, existiam, no Brasil cerca de:

  • 221.258 Farmacêuticos inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia;
  • 637 Cursos de graduação em Farmácia no Brasil;
  • 87.794 Farmácias e drogarias privadas, destas, 8.373 Farmácias com manipulação e homeopatia;
  • 6.934 Farmácias hospitalares;
  • 11.251 Farmácia pública;
  • 9.718 Laboratórios de análises clínicas;
  • 450 Indústrias farmacêuticas;
  • 4.436 Distribuidoras de medicamentos; e
  • 59 Importadoras de medicamentos.

Esses números confirmam que, a DROGARIA é o segmento que mais emprega Farmacêuticos no País. As divergências na relação de emprego, são proporcionais, pois, sendo o maior campo empregador, é natural que existam descumprimentos à legislação trabalhistas e normas coletivas de trabalho.

Os(as) profissionais recém-formados pretendem, uma colocação no mercado de trabalho. Porém, muitas vezes, encontram EMPREGADORES em busca de “facilidades” em não cumprir o piso salarial da categoria, em suprimir horas extras e adicional noturno, em não conceder férias e gratificação natalina, em não recolher os valores destinados ao FGTS e a previdência social, além de impor o acúmulo e/ou desvio de função para os recém-formados.

Não se trata de uma regra, mas alguns desses EMPREGADORES são facilmente identificados na primeira visita. São empresas que mantem as luzes dos estabelecimentos desligadas e/ou desligam o ar-condicionado para economizar energia elétrica. As prateleiras são cheias de pacotes de fraldas e espaços vazios, quase não tem estoque de produtos, poucos ou nenhum funcionário, e aquela proposta de “crescer junto com a empresa”.

Estes, são sinais da empresa que já quebrou, e o farmacêutico não deve nem considerar a possibilidade de trabalhar em um estabelecimento com essas características, pois certamente terá problemas para receber seu salário, o que irá comprometer o seu orçamento doméstico.

São esses empregadores que criam problemas trabalhistas para os Farmacêuticos. Devem ser evitados, pois, as chances de frustração com o PRIMEIRO EMPREGO serão grandes. Os profissionais devem analisar as receitas e despesas da empresa, para avaliar as condições de pagamento da remuneração.

Essas recomendações não se referem ao viés técnico e científico da profissão, e sim, as questões TRABALHISTAS, onde são consideradas as condições de trabalho e a remuneração.

As questões trabalhistas são de extrema importância para os profissionais, pois dependem da remuneração para manter os seus compromissos pessoais. Todos os profissionais que ingressam no mercado de trabalho dependem da remuneração para pagar o aluguel, prestações, financiamentos, cartão de crédito, alimentação, anuidades, telefone, vestuário, lazer, entre outras necessidades de qualquer ser humano.

Por esta razão, uma avaliação criteriosa a respeito do potencial de remuneração e condições de trabalho dos empregadores, podem evitar aborrecimentos e transtornos futuros. Trabalhar é importante, afinal, esse é o objetivo da formação universitária, porém, manter a dignidade profissional deve ser considerada, para não correr o risco de se frustrar profissionalmente.

Autor: Renato Soares Pires Melo – CRF/TO 289.

1 Disponível no link http://www.cff.org.br/pagina.php?id=801&titulo=Indústria+Farmacêutica

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