Justiça nega pedido de anulação das eleições do Sinfar-MS

A ação movida por Clesmeia Quideroli, Cristiane Rolon, Marcia Regina Cardeal Gutierrez Saldanha e Priscila Mayumi Moroto, integrantes do CRF/MS, que pedia a anulação da última eleição de diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos do Mato Grosso do Sul (Sinfar-MS), foi indeferida pela juíza Lilian Carla Issa, da 3ª Vara do Trabalho de Campo Grande – MS. A ação foi considerada improcedente e as autoras condenadas ao pagamento das custas do processo e honorários sucumbenciais.

O pedido de anulação foi requerido em dezembro de 2017, sob a alegação de que as requerentes foram impedidas de se filiarem ao Sinfar-MS e de participarem do processo eleitoral, realizado sete meses antes, em maio de 2017. As autoras não apresentaram nenhum documento ou outras provas cabíveis que justificassem as acusações, já que as mesmas não possuíam qualquer solicitação formal de filiação ao Sinfar-MS. E quando formalizaram o pedido, foram atendidas pelo sindicato e tiverem a filiação oficializada dois dias após a solicitação, passando a fazer parte do rol de associados. A defesa da entidade comprovou que não foram criadas dificuldades para que as farmacêuticas fizessem parte do quadro social do Sinfar-MS.

Desrespeito com a classe e conselhos

A anulação do processo eleitoral solicitado pelas autoras, se tivesse sido atendido, causaria prejuízos às negociações em andamento, com a suspensão de reajustes, benefícios e parcerias focadas em favor de toda classe. O presidente do Sinfar-MS, Luiz Gonçalves Mendes Júnior, afirmou que “é lamentável partir de profissionais da nossa própria categoria farmacêutica, uma iniciativa na qual os interesses pessoais e políticos prejudicam o coletivo”.

E disse mais, “a ação custou ao sindicato um tempo e esforço que deve estar focado nos adversários da profissão, atentos diuturnamente as movimentações da categoria, criando dificuldades para a classe, principalmente no campo das relações de trabalho e das atividades de formação profissional. São colegas de profissão, liderando um processo descabido, sem provas, com o objetivo de denegrir a imagem do sindicato e desarticular um trabalho que vem sendo realizado com seriedade no Mato Grosso do Sul”, destacou.

As autoras são conselheiras ou membro de comissões do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul (CRF-MS) e sendo que uma delas representa o Estado do Mato Grosso do Sul no plenário do Conselho Federal da categoria o que, para o presidente, torna a iniciativa desrespeitosa, também, com as instituições da qual fazem parte. “Utilizar o prestigio da função pública para inflamar a categoria contra a entidade sindical, causa um desgaste desnecessário. Uma ação movida por caprichos pessoais que desconsidera os danos à imagem da classe farmacêutica a às instituições que representam”, finalizou.

Eleições do Sinfar-MS são legítimas

A decisão da juíza federal ainda referendou a legitimidade do processo eleitoral da atual diretoria do Sinfar-MS, realizado em maio de 2017, encerrando definitivamente e de uma vez por todas, as acusações plantadas em redes sociais. Para o Vice-Presidente do Sinfar/MS, o Farmacêutico Danilo Moreira Fagundes, “a análise simplista do trabalho, feita pelas pessoas citadas, não reflete a realidade de toda uma categoria. A insatisfação pessoal não serve como justificativa para anular eleições que ocorreram de forma legítima, democrática e com participação da classe”.

O Sinfar-MS tem cumprido com seu dever sindical, realizando as Convenções Coletivas de Trabalho, garantindo reajustes de piso salarial e benefícios. A fiscalização do cumprimento das normas por parte dos empregadores e a assessoria jurídica aos filiados também estão sendo realizadas com regularidade. As negociações coletivas são carregadas de argumentos, propostas e contrapropostas focadas da melhoria constante da atividade farmacêutica no Estado.

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