FEIFAR ALERTA PARA ESCALADA DE VIOLÊNCIA EM FARMÁCIAS E COBRA MEDIDAS RIGOROSAS DE SEGURANÇA PATRONAL

A Federação Interestadual dos Farmacêuticos (FEIFAR) alerta sindicatos de farmacêuticos e empregadores para a necessidade de adoção imediata e contínua de medidas que garantam a segurança de farmacêuticos e demais trabalhadores durante todo o período de funcionamento de farmácias e drogarias. A entidade destaca que o ambiente desses estabelecimentos, por envolver circulação de pessoas, produtos de alto valor e itens que podem ser alvo de interesse criminoso, exige protocolos preventivos consistentes para reduzir riscos e preservar vidas.

A FEIFAR observa que episódios recentes noticiados na imprensa evidenciam o aumento da vulnerabilidade de equipes que atuam na linha de frente do atendimento, com ocorrências que incluem assaltos, violência física e situações de grave ameaça. Para a Federação, tais fatos reforçam que a segurança no trabalho deve ser tratada como prioridade de gestão, e não como medida acessória, especialmente em unidades com funcionamento em horários estendidos, plantões, atendimento noturno ou localizadas em regiões de maior incidência criminal.

Do ponto de vista institucional, a FEIFAR enfatiza que a proteção do trabalhador é dever permanente do empregador e deve se materializar em ações concretas, como avaliação de risco por unidade, melhoria de iluminação e visibilidade interna e externa, manutenção preventiva de portas, travas e acessos, instalação e monitoramento de câmeras com qualidade adequada, alarmes e botões de pânico, além de integração com vigilância patrimonial quando indicada. A entidade ressalta que medidas de segurança precisam ser acompanhadas de rotinas operacionais claras e treinamentos, com orientações objetivas para situações de suspeita, abordagens e ocorrências.

A Federação também orienta que empregadores estabeleçam procedimentos para reduzir exposição de trabalhadores em momentos críticos, como abertura e fechamento do estabelecimento, transporte de numerário e organização de produtos de maior visibilidade e valor. Em unidades que enfrentem histórico de ocorrências, a FEIFAR considera essencial que as empresas adotem mecanismos adicionais de proteção, com revisão de fluxos, definição de áreas restritas, políticas de atendimento em horários de maior risco e, quando necessário, reforço de presença de segurança especializada.

A FEIFAR chama atenção, ainda, para a dimensão humana e sanitária do problema. Farmácias e drogarias são espaços de cuidado e acesso a tratamentos, e a violência nesses locais causa impacto direto na saúde mental das equipes e na própria continuidade do atendimento à população. Por isso, além das medidas físicas e operacionais, a Federação defende que empregadores implementem apoio pós-incidente, incluindo acolhimento, registro formal do ocorrido, comunicação transparente com as equipes e encaminhamento para suporte psicológico quando necessário, sem qualquer prática de culpabilização da vítima.

Aos sindicatos de farmacêuticos, a FEIFAR recomenda atuação permanente de fiscalização e negociação. A entidade orienta que as representações profissionais incluam o tema “segurança no trabalho” como eixo prioritário nas mesas de negociação coletiva, buscando cláusulas específicas sobre prevenção de violência, treinamento, estrutura mínima de segurança, procedimentos de comunicação de incidentes e garantias de suporte aos trabalhadores. A Federação também considera importante que sindicatos estabeleçam canais formais de recebimento de relatos, preservando a confidencialidade do profissional e consolidando informações para encaminhamentos institucionais, quando cabíveis.

A FEIFAR reforça que a segurança no ambiente de trabalho é uma pauta que deve unir empregadores e trabalhadores em torno de um objetivo comum: evitar que farmacêuticos e funcionários sejam expostos a riscos previsíveis e preveníveis. Para a Federação, a normalização de ocorrências violentas compromete a dignidade do trabalho, enfraquece a assistência à saúde e produz danos irreparáveis. A entidade defende que medidas preventivas, treinamento e protocolos claros são indispensáveis para reduzir vulnerabilidades e proteger vidas.

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