A agressão a profissionais em farmácias e drogarias é um problema grave e crescente no Brasil. Diariamente, farmacêuticos e equipes de atendimento enfrentam violência psicológica, com xingamentos e ameaças, violência física, incluindo invasões de balcão, e até assaltos direcionados a medicamentos de alto custo. Em grande parte dos casos, a hostilidade é motivada pela impaciência do público, pela frustração com o sistema de saúde e pela exigência de atendimento imediato.
O cenário é ainda mais sensível porque os profissionais de farmácia, em sua maioria mulheres, estão na linha de frente do atendimento à população. O contato direto e permanente com o público expõe essas equipes a dinâmicas de tensão que se repetem em todo o país.
AS TRÊS FACES DA VIOLÊNCIA NO AMBIENTE FARMACÊUTICO
A primeira delas é a frustração do público. Com dificuldade de acesso a médicos e esgotados pela burocracia dos serviços de saúde, muitos clientes descontam a raiva justamente em quem está mais próximo e acessível: o profissional do balcão da farmácia.
A segunda é a criminalidade. Farmácias têm sido alvo frequente de criminosos interessados em produtos específicos e de alto valor, situação que coloca em risco direto a vida de farmacêuticos e funcionários durante os assaltos.
A terceira, menos visível mas igualmente severa, é a violência interna. Casos de assédio moral praticados por chefias ou colegas são uma realidade nos estabelecimentos, muitas vezes associados à sobrecarga de trabalho e ao desvio de função, problemas que atingem em cheio a saúde mental do profissional.
COMO ENFRENTAR E DENUNCIAR
Diante desse quadro, medidas de proteção e assistência jurídica são fundamentais para resguardar a integridade física e mental das equipes. A orientação da FEIFAR aos farmacêuticos é clara e passa por três frentes.
A primeira é acionar os conselhos de classe. Os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) mantêm comissões dedicadas às prerrogativas e à defesa da profissão. Em situações de assédio ou agressão, o profissional deve denunciar o caso ao CFF, pelo site site.cff.org.br, para obter apoio institucional.
A segunda é adotar as medidas legais cabíveis. Agressões físicas, verbais e ameaças são crimes tipificados no Código Penal. O profissional deve sempre registrar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima ou pela internet, garantindo a documentação formal do episódio.
A terceira, e decisiva, é informar o sindicato da categoria. É o sindicato que pode transformar casos individuais em ação coletiva: cobrar medidas de segurança dos empregadores, negociar cláusulas de proteção nas convenções coletivas e dar suporte jurídico ao profissional agredido. Nenhum farmacêutico deve enfrentar a violência sozinho.
FILIE-SE AO SINDICATO DO SEU ESTADO
Se você já presenciou ou sofreu uma agressão no seu local de trabalho, sabe que esse não é um problema individual: é um problema de toda a categoria, e cresce a cada dia. A diferença entre o profissional desprotegido e o profissional amparado é a organização coletiva. Quem é filiado conta com orientação jurídica, canal de denúncia, força de negociação para exigir segurança nas farmácias e uma entidade que fala por ele quando é preciso. Não espere ser a próxima vítima para agir. Filie-se hoje ao sindicato de farmacêuticos do seu estado e fortaleça a rede que protege quem cuida da saúde da população. Uma categoria forte se faz com a classe unida.
COMUNIDADE FARMACÊUTICA
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FONTE: Federação Interestadual dos Farmacêuticos – FEIFAR.
PALAVRAS-CHAVE: violência contra farmacêuticos, assédio moral farmácia, segurança em farmácias, direitos do farmacêutico, FEIFAR.

